Desconjuntado
de mim
Braços
e pernas livres,
Para
seguirem seus próprios caminhos,
Pensamentos
livres,
Que
originados num cérebro,
Tão
senhor de si,
Independente
de mim,
Desconjuntam
minhas certezas,
Tornando-me
um espelho quebrado,
Mil
pedaços fraturados,
Da
imagem que tinha,
De
mim!
Desconjuntado
de mim,
Estranho
de mim,
Abandonado
de mim,
Não
sou mais um inteiro,
Mas
uma miríade de existências,
Contraditórias,
paradoxais,
Incompreensíveis,
Mas
antes de tudo,
Desconjuntadas
de mim!
Que
é a unidade que percebe,
Este
todo desconjuntado,
Senão
a consciência,
Deste
precário existir!?


