Espaço de sentir e pensar de Laércio Lopes de Araujo

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Rem publicam perdere






Destruam o Estado, aniquilem a autoridade, pereça a subserviência bovina!
Não há contrato social, tal é uma fantasia,
Criada pelos usurpadores, de nossa liberdade,
De nossa felicidade, de nossa bondade!

Destruam o Estado, aniquilem suas instituições, pereça o medo covarde,
De perceber que a polícia é mecanismo de opressão,
Que as leis, são apenas expressão da servidão,
Que delas só devemos esperar infelicidade e sofreguidão!

Destruam o Estado, aniquilem seus defensores, pereça a filosofia vã,
Que apenas torna palatável aquilo que é intragável,
Que apenas legitima o que é desde sempre ilegítimo!
Destruam o Estado, para que possamos existir!

Servos






Servos, todos servos,
Bovina concordância,
Suspensão de toda crítica,
Necessidade áulica!

Servos, todos servos,
Todos toldados em seu saber,
Pela necessidade de justificação,
Do injustificável!

Servos, todos servos,
Da ideia absurda,
Da necessidade de Estado,
Da existência do bem comum!

Servos, todos servos,
Menos eu que sofro,
Com os grilhões que ferem,
Todo meu pensar!

Aut Caesar aut nihil






Aut Caesar aut nihil
Aut Caesar?
Nihil?
Animus infringenti!
Animus laedendi!
Animus lucri faciendi!
Animus simulandi!
Animus abutendi!
Ad hoc... Caesar!
Ad unun… NIHIL!