Espaço de sentir e pensar de Laércio Lopes de Araujo

sexta-feira, 18 de setembro de 2026

Meu tempo

 



 

 

Meu tempo, um bem,

Tão precioso, tão teu,

Medido de forma inequívoca,

Pelos movimentos do pensamento,

Vivido e existido, em você!

Assim, que meu tempo,

Só tem um vetor,

Que me envolve e me dirige,

Até perto de você,

Mas, que deve ser entendido,

Como tudo que tenho,

De mim para você,

De você em mim.

Meu tempo, um bem,

Precioso, raro, único,

Que se mede pelos beijos,

Que sem pressa, dou a você!

Meu tempo, existe assim,

Entregue todo e sempre,

Pensamento em você,

E isso não me pode ser tirado,

Meu tempo, não pode ser perdido,

Nem despedaçado, nem abandonado,

Porque meu tempo, pleno de você,

Permanece em mim, repete-se à eternidade,

Fora do tempo, fora do mundo,

No tempo em que te amo toda.

Meu tempo, é assim, um bem,

Que te dou, agora e sempre,

E onde meu pensamento, tão doído,

Encontra paz e encanto.

É assim meu tempo, tesouro,

Que te dou, sempre e, sempre.

quinta-feira, 17 de setembro de 2026

Vazio

 



 

 

Por que há tanto frio no Universo,

Por que tanta tristeza, tanto nada,

Por que tanta dor, tanto desafeto?

 

Talvez porque não saibamos amar,

Talvez porque perdemos a proximidade,

Talvez porque não sinta mais, perto você!

 

O Sol tão quente, tão distante,

Alumia o dia, mas não aquece minha alma,

Você, tão perto, tão aqui, tão calor,

E minha alma mendigando calor.

 

O Sol, tão grande e tão distante,

Você tão pequena e tão próxima,

Nem ele, nem você, para aquecer-me,

E assim, entristeço, envileço.

 

Quando o toque se torna impossível,

Quando a saudade é só dor,

O que resta é viver na escuridão,

Escondendo a face do espelho que só exprime dor.

 

Sempre quis alguém que ficasse comigo,

Sempre quis alguém que me aquecesse,

Que ficasse mesmo depois de toda dor,

Mesmo depois de toda escuridão, apenas por amar!

 

Mas onde está você, que só sinto o vazio,

Um vazio imenso, aterrorizante, infinito,

Que está fora de mim, mas também dentro,

Que por ser infinito se faz um, nada.

 

Este vazio fora do tempo, dá razão

Ao filósofo do suicídio de Deus,

Mainlander tinha razão, este mundo,

É tristeza, é nada, é dor, é abandono!

 

Vazio, tão vazio o Universo,

Tão cheio de estrelas, mas frio,

Tão belo, mas tão distante, tão imune,

À certeza do meu amor por ele.