Espaço de sentir e pensar de Laércio Lopes de Araujo

terça-feira, 14 de abril de 2015

Sombrio






Estou sombrio,
Meus sentimentos, conflitantes,
Não me permitem a paz da ignorância!
Sofro porque sei o que há,
Sofro porque sei o que sinto,
Sofro porque sou dono de meu destino,
Sofro porque entendo a radicalidade de minha liberdade.

Estou sombrio,
Porque só e abandonado,
Porque incompreendido,
Porque absolutamente ausente de mim,
Porque responsabilizado pelo que não é meu,
Porque culpado pelo que não fiz,
Porque me querem roubar a radicalidade de minha liberdade.

Estou sombrio,
E assim me quedo,
Até o momento de descobrir a passagem,
Que de minha liberdade,
Se abre a alma livre,
Para que eu esteja novamente,
Inteiro, livre e existente,
Responsável tão e somente por mim!

Pela minha doída existência!

Um lugar






Qual é o melhor lugar para se estar quando não se domina o destino?
Quando escravos, quando nos submetemos à escravidão, qualquer lugar,
Por pior que possa ser, será o melhor lugar se nos proporcionar a liberdade!
Nunca estamos no lugar onde não deveríamos estar,
Uns porque acreditaram possível vencer as compulsões,
Outros porque a elas sucumbiram, iludidos por desculpas nada honestas.
Se somos honestos, assumimos o compromisso conosco de ser verdadeiros,
De assumir nossas fraquezas e desilusões, de tentar restaurar-nos,
Mas sem luxos, sem comiserações, sem piedades falsas!
É desonesto atribuir ao outro, nossas fraquezas,
Esconder-se na culpa de nossas responsabilidades,
Acusar impunemente o outro de nossas mazelas!
Qualquer lugar é um lugar, quando se busca libertação,
Qualquer lugar é o melhor lugar, quando nos queremos livres,
Qualquer lugar é um bom lugar, quando é o que merecemos,
Porque assumimos a responsabilidade de nosso existir!
Como chegamos a este lugar,
Eu por meus sentimentos,
Você por suas fraquezas,
Nós, porque acreditamos demais,
O mundo, porque nos permitiu existir,
A vida porque não nos abandonou...
Qualquer lugar, um lugar, para ser livre!

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Tristissimus






Quando estamos à deriva,
Quando todo o mundo se nos deita sobre os ombros,
Quando nossos passos afundam no tortuoso caminho da existência,
Quando as dúvidas são mais profundas do que as certezas,
Quando estamos emparedados por valores e desejos,
Quando deixamos de existir livremente, para escravizar-nos ao acaso,
Quando o sofrimento é a constante e a felicidade uma quimera,
Quando nos tornamos responsáveis pela dor do outro,
Quando o outro nos faz responsável por suas dores,
Quando descobrimos que tudo isso é falso,
Quando nos deparamos com nossa imagem triste, muito triste, no espelho,
É quando descobrimos a liberdade de ir e vir, de ficar e partir,
É quando descobrimos que já não há porto, onde nunca houve enseada,
É quando descobrimos que acordamos de um profundo pesadelo,
É quando... LIVRES!

quarta-feira, 25 de março de 2015

Intolerância Religiosa




Primeiro a IURD prega a intolerância contra as religiões afro-brasileiras, depois faz alegações preconceituosas com os espiritualistas.
Continua com o chute a imagens de Nossa Senhora Aparecida na televisão, ato de profanação levado a efeito por um “bispo” (seja lá o que isto quiser dizer, dentro de uma seita) e agora, faz vídeos com milícias uniformizadas, verdadeiros projetos de organização paramilitar. Não satisfeita, investe contra um cartunista que de maneira brilhante, capta o sentido da intolerância religiosa pregada pela seita de Macedo.
Como os muçulmanos que acabaram por alavancar o Charlie Hebdo e o desejo de liberdade de pensamento no mundo Ocidental, façamos com a IURD o mesmo, vamos divulgar e amplificar o desenho, para que todos tenham conhecimento do mal que se instala na sociedade brasileira, travestido de seita religiosa.

Divulgo o desenho como uma denúncia da feição intolerante e fundamentalista desta seita, bem como em defesa da liberdade de expressão, com o reconhecimento da genialidade do cartunista.