Por que há tanto frio no Universo,
Por que tanta tristeza, tanto nada,
Por que tanta dor, tanto desafeto?
Talvez porque não saibamos amar,
Talvez porque perdemos a proximidade,
Talvez porque não sinta mais, perto você!
O Sol tão quente, tão distante,
Alumia o dia, mas não aquece minha alma,
Você, tão perto, tão aqui, tão calor,
E minha alma mendigando calor.
O Sol, tão grande e tão distante,
Você tão pequena e tão próxima,
Nem ele, nem você, para aquecer-me,
E assim, entristeço, envileço.
Quando o toque se torna impossível,
Quando a saudade é só dor,
O que resta é viver na escuridão,
Escondendo a face do espelho que só exprime dor.
Sempre quis alguém que ficasse comigo,
Sempre quis alguém que me aquecesse,
Que ficasse mesmo depois de toda dor,
Mesmo depois de toda escuridão, apenas por amar!
Mas onde está você, que só sinto o vazio,
Um vazio imenso, aterrorizante, infinito,
Que está fora de mim, mas também dentro,
Que por ser infinito se faz um, nada.
Este vazio fora do tempo, dá razão
Ao filósofo do suicídio de Deus,
Mainlander tinha razão, este mundo,
É tristeza, é nada, é dor, é abandono!
Vazio, tão vazio o Universo,
Tão cheio de estrelas, mas frio,
Tão belo, mas tão distante, tão imune,
À certeza do meu amor por ele.

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