Espaço de sentir e pensar de Laércio Lopes de Araujo

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Era uma vez






Todo conto de fadas
Começa por algo que já foi,
Todo amor, como conto,
Conto cheio de fadas,
Começa por algo que pode ser...

Era uma vez,
Estaríamos condenados,
A lembrar nossos amores,
Nossas dores e paixões,
Como histórias, que depois,
Será como uma vez?

Quantas vezes hei de pensar em ti,
Quantas vezes hei de querer-te.
Quantas vezes hei de desesperar-me...?

Era uma vez,
Umas tantas vezes,
Em que querer-te
Não só fazia todo o sentido,
Como era todo o sentido,
De qualquer história,
De toda história,
Que vivi como existente!

Era uma vez,
Não como conto de fadas,
Mas como história de minha vida,
De tua vida, de nossas,
Tão desencontradas vidas...

Não, não pode que seja uma vez,
Hei de buscar-te, e então,
Encontrados, no caminho mais extremo,
Das histórias sem fim,
Hei de saber, se era uma vez,
Ou, e bem assim,
Viveram felizes para sempre!

quarta-feira, 25 de maio de 2016

Faz sentido?






Vivo um país piada...
Neste país tudo é piada pronta...
Artistas reclamam da direita,
Negam legitimidade a um governo de direita...
Que pensam ser de direita,
Mas a primeira coisa que fazem,
É defender privilégios,
Sinecuras, prebendas e que tais.

Neste país se critica a pletora de ministérios,
Mas aqueles que defendem a modernidade,
Querem mais ministérios...

Neste país, tudo se resolve...
Com comissões
Com ministérios
Com inquéritos
Com processos...
Mas tudo permanece como dantes!

Quero meu país de volta,
Não quero ministérios,
Não quero regras, normas, princípios...
Que me digam o que beber,
Que me digam como rezar,
Que me digam o que é arte,
Que me digam o que é cultura,
Que me digam o que é puro ou impuro,
Quero ser responsável!

Quero ser responsável por minhas escolhas...
Boas,
Más,
Consequentes,
Inconsequentes!
Por favor deixem-me amadurecer,
Saber o que quero,
Por que quero,
Como quero...

Se não for assim,
Saibam...
Não quero pactuar,
Não quero sustentar,
Não quero arcar...
Com os custos de sua sandice!

Vivo um país piada,
Onda agora querem Ministério,
Para que? Cultura!
Vivo num país piada.
Onde o governo reabre o ministério,
E os artistas agora,
Não querem o governo!

Parem o país,
Quero desembarcar!...

Quero você






Como te quero,
Como te temo,
Como te espero,
Como te desejo,
Como-te...

Mas se te quero,
Se me surpreendes,
Se me amedronta,
Como te ter, sem me perder?

Quero você,
E se não te entregares,
Quando souberes,
Que não sou tanto,
Nem nunca fui,
Quanto me supões...?

Quero você,
Mas desesperadamente sei,
De minhas insuficiências,
De minhas ausências,
De minhas fragilidades...

Quero você,
E minhas dores te afastam,
Minha inconstância sofrida,
Alargada pelas tuas perfeições,
Aniquilam meu estar,
Frustram meu desejo...

Quero você,
Porque você me mostrou,
Mais que tudo,
Amor verdadeiro!

Quero você...
Por que não estou aí contigo...
Ainda?